No passado dia 8 de Novembro, no passeio de BTT do Bairro, sofri uma queda que teve algumas consequências: uma fractura de tíbia e um golpe profundo.
A queda ocorreu quando seguia numa terra argilosa lamacenta que tinha algumas rochas, que também estavam muito perigosas devido à chuva fina que se fazia sentir. Não indo muito depressa, ao virar, a roda da frente escorregou, não tendo a mínima hipótese sequer de amortecer a queda com a mão ou com o pé, pois a queda foi muito rápida.
Quando fui ao chão, caí de lado, batendo numa rocha, deslizando na lama e batendo posteriormente numa outra rocha que causou um golpe profundo na parte medial da tíbia. Não me conseguindo levantar com dores, o caso parecia complicado, ainda para mais quando olhei para o golpe na perna. O Luís Pires que seguia atrás de mim prontamente ligou para o organizador do passeio, Vítor Reis, que chamou uma carrinha para me ir buscar e ligou para o 112, chamando também uma ambulância que vinha de Ourém para prestar primeiros socorros.
Como estava num trilho onde não conseguiam entrar carrinhas, fui levado ao colo durante cerca de 200m até um estradão pelo Luís Pires e Rui Fonseca, onde me podiam ir buscar para me levar ao ponto de partida do passeio. Este processo demorou cerca de 15 minutos.
Enquanto ia na carrinha, a maior preocupação era o golpe pois estava a perder muito sangue, visto ter atingido um vaso. Estanquei com um colete que trazia vestido. A viagem até ao inicio do passeio foi rápida, cerca de 10 minutos.
Até chegar a ambulância foram cerca de mais 15 minutos à espera. Desinfectaram-me o golpe e fui levado para o Hospital de Tomar, onde fiz raio-X que confirmou uma fractura na tíbia, no lado externo. Também foi suturado o golpe que tinha na tíbia (que não é no sitio da fractura). Entretanto recebi visitas do meu Pai e da Joana Santos, além de muitos telefonemas de amigos para saber como estava, a quem agradeço.
Após isto, tive cerca de 2 horas à espera que viesse uma ambulância para me transferir para Abrantes, pois Tomar não tinha ortopedia.
Fizeram-me o gesso, que vai até meio do quadricípete, impedindo qualquer movimento do joelho, mas apenas da parte de trás da perna, podendo futuramente (inicio da próxima semana) fazer electro-estimulação para evitar tanta atrofia muscular. Voltei a fazer raio-x.
No meio de tudo ainda tive sorte, a fractura é “limpa”, sem qualquer desalinhamento, não sendo necessária operação. Apesar de me ter aconselhado com o Dr. Hipólito, que me disse que poderia “poupar” 15 dias com a operação, queria ser operado. Contudo, após me aconselhar com o meu Pai, o Seleccionador Nacional Paulo Pais e o meu treinador Tiago Aragão chegámos à conclusão que a recuperação duma anestesia geral iria demorar muito tempo, não compensando a operação, ainda para mais já tendo levado uma anestesia geral em Janeiro de 2008.
Posto isto estive mais 2 horas à espera para que uma ambulância me levasse de Abrantes até Fátima. De referir que enquanto andei pelos hospitais, nem um analgésico, nem um anti-inflamatório me deram, passando o dia todo cheio de dores.
Cheguei a casa por volta das 23 horas, tendo o meu Pai andado sempre às voltas com as burocracias dos hospitais chegado algum tempo depois. Em casa, os meus Pais fizeram tudo para que me sentisse bem.
Mal consegui pregar olho devido às dores. Apenas adormeci brevemente por duas vezes, em que tomei ben-u-ron, acordando sempre com dores. Valeu-me a companhia da Joana Santos que esteve sempre comigo.
Á partida terei cerca de 1 mês de gesso, mas por agora aguardo por uma consulta dia 19 de Novembro para ver a evolução da fractura.
Devo agradecer aos meus Pais, Família e Amigos por todo o apoio prestado ao longo destes dias.
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